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Doenças inflamatórias intestinais

Doença de Crohn ou Enterocolite Regional

Inflamação crônica do cólon, com uma resposta granulomatosa progressiva (que pode atingir qualquer área do trato gastrointestinal) e de causa idiopática.

A doença caracteriza-se por atacar o intestino em segmentos separados por porções de intestino sadio. Nas zonas afetadas, a luz do intestino fica estreitada, prejudicando o trânsito intestinal.

Quadro clínico: fadiga, perda de peso variável, dor em cólica no quadrante inferior direito do abdômen, diarréia aquosa com ou sem sangue e muco, febre, anemia, má absorção de nutrientes, esteatorréia, perfurações e fístulas com formação de abcesso.

Diagnóstico: suspeita clínica, enema opaco / Raio X, colonoscopia com biópsia

Elaboração de um programa dietoterápico na fase aguda e períodos mais brandos da doença, com o objetivo de reduzir a inflamação crônica e suporte geral.

Os problemas nutricionais estão agravados quando ocorre comprometimento, sobretudo, do intestino delgado (área de absorção dos nutrientes). A diarréia é comum nesta doença, portanto deve ser considerada na terapia nutricional.

Objetivos da dieta:

-Favorecer a digestão dos alimentos;
-Facilitar a absorção dos nutrientes;
-Reduzir a secreção intestinal e a liberação de substâncias tóxicas;
-Eliminar a diarréia;
-Manter ou recuperar o estado nutricional.

Conduta dietoterápica:

Valor energético total (VET): hipercalórico, 40 kcal/kg, pois o metabolismo basal está aumentado em função do catabolismo presente em um processo inflamatório e pela elevação da temperatura corporal.
Carboidratos: hiperglicídica com ênfase em açúcares complexos. Não oferecer sobrecargas de carboidratos simples como monossacarídeos e dissacarídeos, pois possuem grande poder osmótico. O leite é de pouca tolerância para estes pacientes, tanto pelo teor lipídico quanto pela presença de lactose.
Proteínas: hiperprotéica, de 1 a 2g/kg/dia, em função do hipercatabolismo vigente principalmente na fase aguda da doença.
Lipídios: hipolipídica em função da má absorção de gorduras. Quando esteatorréia, máximo 40g/dia de lipídeos, com ênfase em TCM.
Vitaminas: se anemia, suplementar vitamina C, ácido fólico e B12.
Minerais: se anemia, observar ferro, mas precisa-se da suplementação medicamentosa. A diarréia provoca alterações hidroeletrolíticas com repercussão em quase todos os minerais.
Volume: diminuído, para favorecer a absorção dos nutrientes.
Fracionamento: aumentado, fracionado em 8 porções semelhantes em volume e composição química.
Consistência: líquida ou de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.
Temperatura: morna ou de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.

Retocolite Ulcerativa

Inflamação crônica com ulcerações da mucosa do intestino grosso e de causa idiopática, mas geralmente associada à origem infecciosa, doença auto-imune ou condição alérgica.

Quadro clínico: sangramento retal, diarréia com sangue e muco, febre, dor abdominal, ulcerações na mucosa do intestino grosso e esteatorréia.

Diagnóstico: suspeita clínica, enema opaco, colonoscopia com biópsia.

Elaboração de um programa dietoterápico na fase aguda e períodos mais brandos da doença, com o objetivo de reduzir a inflamação crônica e suporte geral. Monitoramento do estado nutricional. A diarréia é comum nesta doença, portanto deve ser considerada na terapia nutricional.

Objetivos da dieta:

-Favorecer a digestão dos alimentos;
-Facilitar a absorção dos nutrientes;
-Controlar a diarréia;
-Manter ou recuperar o estado nutricional.

Conduta dietoterápica:

Valor energético total (VET): hipercalórico, 40 kcal/kg, ou utilizar Harris Banedict, pois o metabolismo basal está aumentado em função do catabolismo presente em um processo inflamatório e pela elevação da temperatura corporal.
Carboidratos: hiperglicídica com ênfase em açúcares complexos. Não oferecer sobrecargas de carboidratos simples como monossacarídeos e dissacarídeos, pois possuem grande poder osmótico. O leite é de pouca tolerância para estes pacientes, tanto pelo teor lipídico quanto pela presença de lactose.
Proteína: hiperprotéica, de 1,5 a 2g/kg/dia, em função do hipercatabolismo e para favorecer o processo de cicatrização.
Lipídio: normolipídica.
Fibras: pobre em fibras, abrandadas pela cocção, para favorecer a absorção dos nutrientes.
Vitaminas: se anemia, suplementar vitamina C, ácido fólico e B12.
Minerais: se anemia, observar ferro, mas precisa-se da suplementação medicamentosa. A diarréia provoca alterações hidroeletrolíticas com repercussão em quase todos os minerais.
Volume: diminuído, para favorecer a absorção dos nutrientes.
Fracionamento: aumentado, fracionado em 8 porções semelhantes em volume e composição química.
Consistência: líquida ou de acordo com as necessidades de cada paciente.
Temperatura: morna ou de acordo com as necessidades de cada paciente.

Como referenciar: "Doenças inflamatórias intestinais" em Só Nutrição. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2026. Consultado em 09/06/2026 às 21:54. Disponível na Internet em http://www.sonutricao.com.br/conteudo/patologias/intestinais/