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Deficiência de Vitamina D em Crianças

Muitos lactantes e crianças saudáveis apresentam níveis muito baixos de vitamina D, mesmo aqueles com práticas saudáveis de nutrição, de acordo com um relatório divulgado no dia 2 de Junho de 2008 no "Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine", uma das revistas especializadas do JAMA/Archives. Cerca de um terço destas crianças registou alguma evidência de redução de conteúdo mineral ósseo nos exames de raio X.

Vários estados dos Estados Unidos da América têm relatado um ressurgimento de deficiência de vitamina D e de raquitismo, a consequente doença óssea. A mesma deficiência de vitamina D parece estar presente noutros países, incluindo o Brasil e Portugal.

Para investigar o estado atual da deficiência de vitamina D, Catherine M. Gordon, médica sénior do Hospital Pediátrico de Boston, examinou 380 crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 24 meses, a quem haviam sido efetuados exames físicos num Centro de Cuidados Primários em 2007. Adicionalmente, os pais preencheram um questionário relativo a práticas de nutrição e alimentação saudável, incluindo a ingestão de vitamina D e outros suplementos, o tempo dispendido ao ar livre, o nível socioeconómico e o nível de ensino.

Amostras de sangue foram retiradas de 365 das crianças. Destas, 12.1% (44 crianças) tinha deficiência de vitamina D, que é cientificamente definida como 20 nanogramas por mililitro de sangue ou menos, enquanto que 40% (146 crianças) tinha níveis de vitamina D abaixo dos níveis aceitáveis de 30 nanogramas por mililitro.

Ao analisar os cuidados com a nutrição destas crianças, os bebés amamentados que não receberam suplementos de vitamina D apresentaram um maior risco para a deficiência, bem como as crianças que bebiam menos leite. Especificamente, para cada copo de leite adicional que a criança bebia por dia, o nível de vitamina D aumentava 2.9 nanogramas por mililitro.

Das crianças com deficiência em vitamina D, 40 fizeram raios X aos punhos e joelhos. Nessas observações, 32.5% (13 crianças) mostrou sinais de perda mineral óssea. As alterações sugestivas de raquitismo verificaram-se em 7.5% (3 crianças).

Os autores do estudo resumiram os resultados em relação ao raquitismo: "Apenas uma criança apresentou sinais de raquitismo nos exames físicos", afirmam. Assim, estas crianças tiveram uma falha ao nível clínico que poderia ter feito a detecção deste tipo de raquitismo na rotina clínica, embora exames aos níveis de vitamina D não façam parte da rotina.

Os autores sugeriram ainda que os lactantes deveriam receber suplementos de vitamina D durante a amamentação. Além disso, falaram também da possibilidade de se incluir suplementos e realizar exames ao sangue regulares em crianças com deficiência em vitamina D. "Dado dos benefícios potenciais de vitamina D nos ossos e noutros tecidos, e de acordo com os recentes estudos que apoiam as suas capacidades antiproliferativa e imunomoduladora, aconselhamos os suplementos de vitamina D em crianças."

15/01/2009

Fonte: The New York Times

Como referenciar: "Deficiência de Vitamina D em Crianças" em Só Nutrição. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2021. Consultado em 19/01/2021 às 06:34. Disponível na Internet em http://www.sonutricao.com.br/noticia.php?id=4

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